Capítulo Quatro: A Jovem de Beleza Estonteante

Dunia Ilusi yang Suci Seseorang melintas seorang diri. 2471kata 2026-03-14 14:30:20

        Na lanchonete, Lin Mu trabalhava com a mesma dedicação de sempre.

        Perto do balcão, Hong Yue lançava olhares furtivos em sua direção, o rosto delicadamente corado, perdida em pensamentos insondáveis.

        Foi então que uma jovem de cabelos vermelhos entrou, atraindo imediatamente a atenção geral e sussurros de espanto.

        Os longos cabelos rubros, os olhos escarlates, conferiam-lhe uma beleza etérea, quase onírica, como uma deusa descida ao mundo dos mortais. Sua formosura era tamanha que fazia todos se perguntarem como o Criador fora capaz de conceber criatura tão magnífica.

        Ela permaneceu ali, de pé, e todos os olhares convergiram para si; por um instante, parecia que o eixo do mundo se fixara nela. Mesmo Lin Mu, por mais que tentasse, não conseguia desviar o olhar.

        O ciúme das mulheres, a admiração lasciva dos homens, tudo se mostrava sem disfarces, escancarado. Uma beleza assim era suficiente para fazer qualquer coração vacilar.

        Contudo, Lin Mu sentiu uma estranheza sutil. Ainda naquela manhã, do lado de fora da janela da sala de aula, vira uma cena irreal, como um devaneio: também era uma jovem de olhos vermelhos, embora sua fisionomia já lhe escapasse da memória.

        Naquele momento, sentira-se fisicamente mal, e embora recordasse que a moça era bela além de toda medida, agora não conseguia mais reconstituir-lhe os traços.

        A jovem entrou na fila do balcão de Lin Mu, expressão serena, mas todos os rapazes à sua frente deram-lhe passagem, afastando-se respeitosamente.

        Ela sorriu de leve, sem qualquer arrogância, e tomou o primeiro lugar na fila. Assim que o cliente à sua frente terminou o pedido, chegou a vez dela.

        — Boa tarde, o que deseja? — perguntou Lin Mu, esforçando-se por manter a voz calma, embora sua expressão se tornasse cada vez mais perplexa. À medida que a jovem se aproximava, crescia nele a sensação de que ela era a mesma figura que surgira em seu devaneio.

        "Devo estar realmente doente", suspirou Lin Mu, resignado, aguardando que ela fizesse o pedido.

        — Você não está doente — murmurou a jovem, em tom suave, dirigindo-se a ele.

        Lin Mu chegou a duvidar de seus próprios ouvidos.

        — Você não está doente. Ah, eu gostaria desse Combo A, está em promoção hoje, não está? — disse ela, e ao ver o ar atônito de Lin Mu, cobriu o riso com a mão.

        Ela repetira duas vezes: "Você não está doente". Lin Mu agora tinha certeza de que não ouvira errado.

        — Pronto, não fique aí parado. Quando terminar seu turno, precisamos conversar com calma — acrescentou ela, sorrindo com tal esplendor que até o sol parecia perder o brilho. Pegou o Combo A, que em nada condizia com sua aura, e sentou-se casualmente, começando a comer.

        Seu modo de comer era elegante, sem o menor deslize; apenas observá-la à mesa já despertava uma inexplicável sensação de satisfação.

        Lin Mu lançou-lhe apenas dois olhares furtivos, evitando mirar por mais tempo, pois até mesmo um olhar passageiro fazia seu coração acelerar e o rosto corar. O fascínio daquela jovem, de fato, era irresistível.

        Quando voltou a olhar pela loja, já não a viu. Não saberia dizer quando ela se fora.

        Repleto de dúvidas, Lin Mu apenas pôde suspirar consigo mesmo.

        "Da próxima vez, se tiver chance, preciso interrogá-la a fundo."

        No caminho de volta, Hong Yue caminhava a seu lado, o rosto novamente corado.

        — Lin Mu, por que hoje você veio me ajudar? — perguntou, hesitante.

        Aquele "Irmão Dong" era um dos valentões da escola, temido por muitos; Hong Yue jamais esperara que Lin Mu, por sua causa, enfrentasse o rapaz numa briga. O coração da jovem batia acelerado, e ela não pôde evitar um pensamento inquieto: Se ele disser que gosta de mim, o que farei?

        A esse pensamento, o rubor em suas faces apenas se intensificou.

        — Porque somos amigos — respondeu Lin Mu, sorrindo de modo sereno, inspirando-lhe uma confiança inexplicável e fazendo o coração da jovem disparar ainda mais.

        Hong Yue não sabia se aquela resposta a alegrava ou decepcionava. Ainda assim, durante todo o trajeto, conversou com Lin Mu, mais animada que de costume, embora de vez em quando, ao desviar o rosto, uma sombra de melancolia lhe atravessasse o olhar.

        Como as casas dos dois ficavam em direções opostas, separaram-se na encruzilhada. Mal dera alguns passos, Lin Mu avistou novamente a jovem de cabelos vermelhos, que o aguardava sorrindo.

        Para surpresa de Lin Mu, ela segurava um sorvete e, de olhos fechados, parecia saboreá-lo com toda a alma.

        Seu semblante era de evidente satisfação; as sobrancelhas arqueadas lembravam luas crescentes, como se aquele simples prazer a encantasse por completo.

        — Você chegou, esperei por você tanto tempo — disse ela, e o timbre melodioso fez o coração de Lin Mu bater mais forte.

        Inspirando fundo, Lin Mu se aproximou, desconfiado, e perguntou em voz baixa:

        — Hoje você disse que eu não estou doente e, de manhã, vi algumas visões estranhas... O que está acontecendo, afinal? — despejou todas as dúvidas que o atormentavam, aguardando uma resposta.

        A jovem riu suavemente, já tendo terminado o sorvete. Para Lin Mu, era estranho vê-la degustar tal iguaria naquele frio.

        — Mais extraordinário do que isso não é o fato de você ter derrubado três encrenqueiros hoje? — replicou ela, ainda sorrindo.

        Lin Mu franziu o cenho. Como aquela jovem soubera dos acontecimentos do dia? Quem seria ela, afinal? Suspirou, o olhar tornando-se gélido:

        — Sim, estou confuso. Você sabe por quê?

        — Claro que sei! — respondeu ela, balançando a cabeça, e depois lançou um olhar risonho a Lin Mu, mostrando o cone vazio de sorvete, como se pedisse algo.

        — O que foi? — Lin Mu não entendeu o motivo daquele sorriso e perguntou diretamente.

        — Quero mais sorvete. Vai, compra pra mim, seu bobo! — disse ela, fazendo biquinho, ainda mais encantadora.

        Mesmo sendo alvo de seus caprichos, Lin Mu não sentiu raiva alguma; pelo contrário, percebia nela um frescor juvenil irresistível.

        Uma beleza arrebatadora o envolvia. Lin Mu, contudo, pensava consigo: "Será que sou mesmo patético? Ela me xinga e eu ainda fico feliz!"

        — Está bem — respondeu, sorrindo sem jeito, e caminhou por algumas centenas de metros até encontrar uma loja. Sem saber por quê, escolheu o sabor morango.

        Talvez, no fundo, achasse que aquele sabor combinava com a jovem de cabelos vermelhos.

        Ela vibrou ao receber o novo sorvete, agarrando-o com alegria e dando uma lambida delicada, os olhos semicerrados de puro deleite.

        — Agora você precisa me contar — disse Lin Mu, aguardando pela resposta, o sorriso tingido de amargura. Aquela jovem era de uma beleza inacreditável, mas para ele, continuava a ser um enigma.

        — Oh? — murmurou ela, lambendo o sorvete, quando de repente seu estômago roncou audivelmente.

        Não se sabia se fora intencional ou não.

        — Estou com fome. Quero comer — disse ela, apontando para o próprio ventre e franzindo o nariz, lançando a Lin Mu um pedido.

        Lin Mu: "......"