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— Mamãe, por que você acha que vivemos? Por que sinto que há pessoas livres neste mundo, mas também há aquelas sem liberdade? Os livres podem fazer o que quiserem, mas os que não têm liberdade são como pássaros presos numa gaiola.
Era o dia da inauguração da vinícola da Mansão Liu. Desde o amanhecer, uma multidão de pessoas bem trajadas e maquiadas já invadira a residência, prontas para embelezar a jovem senhorita da família Liu, pois a ocasião era das mais importantes e não tolerava nenhum descuido.
Liu Qing’er, ainda sonolenta, com os olhos semicerrados, pegou uma pequena colher de alpiste e alimentou o canário dourado em sua gaiola.
A grande senhora da Mansão Liu estava sentada em sua cadeira, observando a filha, em trajes de dormir, andar de um lado para o outro no quarto, sem qualquer postura digna de uma donzela de família abastada.
Franziu o cenho, incomodada.
— Qing’er, ao menos lembre-se que é a primogênita da Mansão Liu. Mesmo dentro de casa, deve cuidar de sua imagem. Hoje é a inauguração da vinícola; muitos jovens cavalheiros virão. Se alguém a vir assim, essa história se espalhará, e seu pai ficará envergonhado. Então, as outras esposas rirão de nós.
A senhora tomou o chá do copo na mesa ao lado, sorvendo-o com seriedade.
— Ah, minha mãe, como pode viver desse jeito, não se cansa? Todos os dias, nesse abismo chamado mansão, não faz senão disputar com as outras esposas, brigar com as criadas... Não é essa a vida que desejo. Quero voar livre com quem amo, não ser canário de gaiola, nem me angustiar pela sobrevivência.