Capítulo 2: O Caminho da Sobrevivência I
Ao ouvir isso, Chu Yi’an voltou-se para ele: “Para onde estão indo essas ambulâncias?”
“Parece que é para a estação de trem-bala.”
O motorista respondeu distraidamente. Nesse instante, o carro já havia avançado um pouco, acabara de dobrar a esquina e, ao passar por um cruzamento com semáforo, deparou-se com um engarrafamento à frente. “Ei, hoje o trânsito está mesmo amaldiçoado.”
Chu Yi’an, sentada ao lado dele, viu quando ele abriu o grupo de conversa dos colegas de profissão.
“Hoje até a Rua Shigang está travada. Tem muita gente do lado do shopping?”
“Que coincidência, estou preso bem no meio do shopping.”
“A estação de trem-bala e a rodoviária acabaram de ser interditadas. Ouvi dizer que houve uma briga feia, gente atacando com facas, gente mordendo pessoas, melhor não passar por lá.”
“No shopping também teve briga, parece que vieram da estação. Porra, acabei de ver um cara com as tripas expostas, estou meio assustado, é melhor vocês não virem…”
As mensagens no grupo do WeChat fizeram os três que conversavam atrás cessarem imediatamente.
“Teve briga no shopping?”
A primeira reação de todos foi buscar informações nas redes sociais; Chu Yi’an fez o mesmo, procurando notícias. Nesse meio-tempo, motocicletas da polícia começaram a passar, uma a uma, por entre as frestas dos carros à frente, sugerindo que a situação era grave.
“Talvez seja melhor a gente desistir.”
A colega um pouco mais gordinha já dava sinais de querer voltar atrás, mas estavam cercados de carros por todos os lados, presos no trânsito.
“Bii—!”
“Bibi-bii—!”
Uma cacofonia de buzinas ecoou à frente; várias pessoas corriam em direção a eles, gritando. Os rostos, tomados pelo pânico, não mostravam qualquer sinal da polícia.
“Que diabos está acontecendo?”
O motorista soltou o cinto e desceu para ver melhor; Chu Yi’an também se debruçou pela janela.
Todos corriam na direção oposta ao shopping, sinal de que algo terrível acontecera à frente. Ligando aos relatos que ouvira no celular do motorista...
Revolta? Ou terrorismo?
“Ei, vamos!”
Subitamente, ela saltou do carro e chamou as três colegas.
As três hesitaram, os rostos tensos, evidentemente preferindo ficar no carro.
“Estamos a uns dois ou três quilômetros da escola. Se corrermos, talvez cheguemos mais rápido. E a escola é, sem dúvida, mais segura que aqui dentro.”
Chu Yi’an agachou-se para apertar os cadarços, explicando enquanto se preparava.
O sábio não permanece sob muro em ruína — se não viessem, ela fugiria sozinha.
“Bum—!”
Um estrondo ensurdecedor ecoou à frente; várias viaturas foram arremessadas pelo impacto da explosão, e ainda mais gente vinha em desespero na direção delas pela esquina. Entre esses, alguns exibiam comportamento extremamente violento, perseguindo e atacando pessoas e veículos.
“O que estão esperando? Corram!”
Um homem que vinha correndo gritou para Chu Yi’an, finalmente levando-a a tomar uma decisão.
Sem mais olhar para trás, Chu Yi’an deixou as três no carro e seguiu atrás dele, em direção à escola. Contudo, o homem mal deu alguns passos antes de cair pesadamente sobre um carro.
Chu Yi’an pensou em ajudar, mas um casal chegou antes e o amparou. Viu que o braço do homem tinha sido mordido, faltava-lhe um pedaço de carne, o sangue empap