Capítulo Um: Ao Despertar, Um Novo Amor Surgiu

Aku Membuka Restoran di Antarbintang Xiao Tangzi 2698kata 2026-03-12 06:45:02

— Querida, o sol já está batendo na bunda, está na hora de acordar!

Querida?
Estariam mesmo falando com ela?

Song Yiren sentia-se confusa. Ela se lembrava claramente de ter morrido!
Será que havia reencarnado? Ou renascido?

Esperava que, nesta vida, pudesse nascer em uma família de condições razoáveis, sem precisar curvar-se diante de cinco sacos de arroz para se tornar uma assalariada submissa.
Não, mesmo que viesse de um lar pobre, com a experiência acumulada de sua existência passada, poderia dedicar-se aos estudos desde cedo, superar facilmente as crianças ao seu redor e se tornar uma prodígio; assim, ingressaria numa boa universidade, tornando-se, no máximo, uma assalariada de elite, podendo enfim alcançar a tão sonhada liberdade financeira.

Song Yiren abriu os olhos, ansiosa para ver como seriam seus familiares nesta vida. Pelo tom de voz, parecia alguém bastante afetuoso, talvez um pai carinhoso.

Mal podia suspeitar, porém, que ao apenas entreabrir os olhos, quase se deixou morrer de susto mais uma vez.

Assim que abriu os olhos, deparou-se com um rosto desprovido de feições, sem olhos, sem boca — invisível.
Num instante, sentiu sua alma abandonar-lhe o corpo.

— Aaaah!

O grito de Song Yiren ecoou, mas logo percebeu: devia estar no submundo, era agora um fantasma — ambos eram, quem temeria quem? Song Yiren agarrou o travesseiro e lançou-o contra a figura à sua frente, mas a pessoa desviou-se sem esforço, movendo-se com leveza e desdém.

Song Yiren perdeu o equilíbrio e despencou da cama, o rosto colidindo violentamente com o chão.

No instante seguinte, sentiu como se tivesse desfigurado o rosto, o osso do nariz parecia partido, uma dor abrasadora atravessou-lhe o semblante.

Atrás dela, o monstro soltou uma gargalhada retumbante:

— Hahaha! Song Yiren, você é mesmo uma tola! Vai me matar de tanto rir?

Song Yiren ergueu-se com dificuldade, a cabeça latejando pela queda, o rosto latejando de dor, especialmente o nariz, cuja dor era indescritível.

Foi então que viu o homem que falava: ele retirava suavemente de seu rosto uma máscara humana, revelando um semblante de beleza estonteante.

O rosto daquele homem parecia uma obra-prima esculpida pelas mãos de um deus: as maçãs do rosto altivas, ladeadas por olhos tão fundos e reluzentes quanto ônix, com o canto dos olhos levemente inclinado, evocando um magnetismo frio. Ombros largos, cintura fina, pernas longas — era a própria encarnação do desejo.

No canto dos lábios, pairava um leve sorriso de escárnio dirigido a Song Yiren.

De súbito, uma torrente de informações invadiu a mente de Song Yiren, como um dilúvio de todas as direções.

Ano estelar 22. Esta era a era dos portadores de poderes sobrenaturais.

E a dona original deste corpo também se chamava Song Yiren, igualzinho a ela. Era considerada um fracasso sem talento para cultivar poderes.

Neste mundo intergaláctico, cultivadores podiam romper montanhas com as mãos e partir rios com um chute. Não possuir aptidão para o cultivo era como ser analfabeto na sociedade moderna.

Diante de Song Yiren, encontrava-se aquele homem.
Chamava-se Fu Yanzhi: belo, com ares de magnata, um nome digno de um presidente executivo, mas, na realidade, não passava de um aproveitador, pobre e dependente das mulheres.

E ainda era um aproveitador à força!

Tudo se resumia a uma razão: no sistema intergaláctico, para abrir qualquer estabelecimento comercial, era obrigatório ter um parente de sangue que fosse cultivador; só assim obtinha-se o direito de abrir um negócio.

A família de Song Yiren não era abastada, mas possuía um imóvel próprio, localizado na cidade alta, com 150 metros quadrados, bem decorado. Tinha ainda um restaurante, embora localizado numa área remota, era espaçoso.

Havia uma poupança de dez milhões, mas tudo havia sido entregue pelo pai da antiga dona do corpo a Fu Yanzhi.

Tudo porque Song Yiren era uma pessoa comum, enquanto Fu Yanzhi era um cultivador.

Mesmo o mais medíocre dos cultivadores ainda era um cultivador.

Este era o tempo da expansão estelar, uma era em que todos buscavam aperfeiçoamento físico.

Song Yiren não sabia de onde seus pais haviam encontrado tal sujeito. Ela tinha dinheiro, casa e restaurante — por que se meteria em encrenca estando sozinha?

A verdade é que Fu Yanzhi, no início, não era assim. Parecia tão gentil quanto na cena em que a acordara.

Antes, era de uma delicadeza rara, gentil, um verdadeiro príncipe encantado. Foi assim que conquistou o coração da antiga Song Yiren.

Porém, depois que ela se apaixonou, ele mudou completamente.

Aos olhos de Song Yiren, ninguém era tão perfeito — claramente, tudo não passava de uma farsa, e agora, sua verdadeira face se revelava.

— Song Yiren, não me olhe com esse olhar de adoração. Não importa quanto tempo fique a me encarar, jamais serei seu. Aposto que, agora há pouco, estava sonhando comigo e até babou, não foi?

Foi nesse instante que Song Yiren compreendeu o que significa: “almas interessantes são raras, belas aparências, comuns”.
Aquele homem tinha feições encantadoras, mas, somadas à sua aura demoníaca e arrogante, parecia um poço de petróleo, escorrendo óleo por todos os poros.

Se Song Yiren tivesse um computador à sua frente, certamente buscaria no Baidu: “Acordei e ganhei um marido aproveitador e pegajoso, o que faço?”

Teve vontade de estapear-lhe o rosto, mas conteve-se — não era páreo para ele, corria o risco de ser derrotada.

— Song Yiren, já lhe dei prazo suficiente. Veja quanto dinheiro você ganhou nestes dias. Esse restaurante falido, na minha opinião, é melhor vender logo.

O rosto de Fu Yanzhi, belíssimo, exalava veneno e crueldade ao dirigir-se a ela.

Não sabia explicar, mas aquela beleza lhe causava um frio na espinha.

Song Yiren pensou em retrucar, mas desistiu. Não adiantava, não podia vencê-lo. Levantou-se da cama e, guiando-se pelas lembranças, pedalou sua pequena bicicleta em direção ao restaurante da família.

Song Yiren queria primeiro verificar o estado do restaurante. Se quisesse sobreviver, teria de ganhar dinheiro.

O restaurante era, naquele momento, seu único meio de subsistência.

Afinal, nem todos têm a sorte de poder viver uma segunda vez.

Ergueu os olhos e viu, no céu, uma cidade flutuante, pairando sobre as nuvens. Song Yiren ficou atônita.

Ali viviam os ricos — outro patamar de existência, inalcançável para os comuns. Até o ar parecia diferente.

Cada cidade possuía seu próprio “castelo nas nuvens”, reservado à elite.

Song Yiren suspirou, tudo parecia um sonho, mas era real. Ela realmente viera para outro mundo, renascida.

Abrir um restaurante? Song Yiren era, na vida anterior, funcionária da cozinha de uma lanchonete de café da manhã, trabalhara ali por anos — sabia preparar pãezinhos, leite de soja, massa frita, tudo.

Seu plano era aprender bem o ofício, depois abrir seu próprio pequeno negócio ou montar uma barraca; o chef da lanchonete onde trabalhou era realmente habilidoso. Contudo, o destino é imprevisível — um acidente mudou tudo.

O pequeno restaurante de Song Yiren ficava na extremidade de uma rua comercial, localização remota, mas antes era bastante frequentado. Seu pai, Song Qingqing, era um chef de uma estrela reconhecido pela Federação Interestelar. Embora fosse um chef iniciante, era mais do que suficiente para um negócio daquele porte, garantindo clientela fiel.

Mas, desde que o restaurante passou para as mãos de Song Yiren, o movimento caiu drasticamente.

A antiga Song Yiren nunca gostou da cozinha, sonhava em tornar-se cultivadora e, assim, negligenciava o negócio.

Song Yiren ergueu a porta de enrolar; a luz do sol invadiu o interior, revelando partículas de poeira dançando no ar.

Parecia que ninguém limpava ali há tempos, e havia um leve odor de mofo no ambiente.

[Alvo dentro do alcance. Detecção de alma compatível. Iniciando verificação de contrato…]

[Contrato concluído. Sistema Deus da Cozinha sincronizando…]

[Sincronização concluída. Preparando ativação…]

De súbito, uma voz gélida e mecânica soou em sua mente.

Sistema?

Song Yiren ficou atônita, e seus olhos brilharam intensamente. Finalmente vislumbrava um futuro promissor — talvez, em breve, pudesse dar o troco naquele poço de petróleo.